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quinta-feira, 15 de março de 2012

Anunciação do Senhor

Em 25 de março a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus.
O Verbo Divino que assume nossa natureza humana.

Com alegria contemplamos o mistério de Deus, Todo-poderoso, que na origem do mundo cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor: "o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: 'Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Não temas Maria, conceberás e darás a luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus'. Maria perguntou ao anjo: 'Como se fará isso, pois não conheço homem?' Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra." (Lc 1.26-38).

Sendo assim, esse é o dia de proclamarmos: "E o verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14). Cumprindo desta maneira a profecia de Isaias: "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal; uma virgem conceberá e dará a luz um filho e o chamará: Deus Conosco" (Is 7,14).

Dada a importância da devoção a Santíssima Virgem dentro da Legião, os legionários se consagram, todos os anos, individual e coletivamente, à Nossa Senhora, no dia 25 de março numa cerimônia que tem o nome Acies.
Convidamos a todos os leitores deste blog da Legião de Maria a participar desta festa. Data importantíssima para nós legionários, no Santuário Nossa Senhora da Salette. -rua Dr. Zuquim 1746, Santana, SP- às 14h.
Quem estiver fora dessa região e quiser participar, informe-se na sua paróquia com os legionários, onde e quando será realizada a Festa do Acies na sua região.
Esperamos vocês!

Legião de Maria, Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres.
Parada Inglesa, São Paulo, SP

Salve Maria!

terça-feira, 13 de março de 2012

José o obediente de Deus

"E agora José?"
Quem já não ouviu ou não usou a expressão do poeta mineiro? É lembrada facilmente nas situações confusas e complicadas da vida. Revela a perplexidade ou a angústia perante os "nós" ou dúvidas existenciais!

O José da Bíblia passou por isso antes do poeta. Um dia a "luz apagou" na vida deste José. A gravidez de Maria, sua noiva, lhe é inexplicável. Fica abismado, mas está cônscio da presença de Deus nela e tem certeza de sua honestidade. Não a quer difamar. Resolve ir para longe, correndo o risco de ser ele o difamado.
José não diz palavra.
E quando o anjo lhe esclarece a situação, simplesmente a leva para casa como esposa. Maria dá a luz o filho que ele não gerou, mas é ele quem lhe dá o nome.

É imperioso considerar a obediência de São José à vontade de Deus como inseparável da obediência ao Senhor, o jovem casal vivia um amor inimaginável e acima de todos os sentimentos comuns.

O Papa João Paulo II escreveu: "José, obediente ao Espírito, encontra precisamente nele a fonte do amor, do seu amor esponsal de homem. E este amor foi maior do que aquele 'homem justo' poderia esperar segundo a medida do seu próprio coração" (15.8.1989).

Biografia ele, José, não teve. Não foi poeta. Não se sabe com certeza histórica onde e quando nasceu, nem onde e quando morreu. No entanto, no mundo inteiro e em todos os séculos e culturas, o seu é um dos nomes mais comuns em todas as línguas. Isto porque a figura e a missão de São José na vida e no mistério de Cristo são marcadas por sua obediência pronta e total ao querer divino.

Ele cooperou com o mistério da Encarnação desde o matrimônio com Maria. Ela foi instrumento direto e físico gerado de sua carne o Verbo. José foi instrumento indireto e moral, por consentir num casamento virginal e por integrar a Sagrada Família.

Criou a indispensável condição para manter, visibilizar e proteger a dignidade da gravidez da esposa e a educação do Jesus menino e adolescente no meio social. Torna-se mesmo impossível fazer uma reflexão teológica sobre a Encarnação do Verbo de Deus, excluíndo a pessoa do pai nutrício de Jesus.
É-nos difícil imaginar como Maria e José puderam passar e suportar todas as provações decorrentes da compreensão do mistério do Salvador. Por exemplo: o nascimento em Belém, a fuga para o Egíto, a perda no Templo, a rejeição e o ódio das autoridades, a própria incompreensão dos discípulos.

Tudo lembrava a "espada de dor cortando o coração", profetizada por Simeão na apresentação do recém-nascido Jesus no Templo. Osdois sempre unidos na obediência a Deus: Maria, a virgem do "faça-se a sua vontade", e José, o justo por obediência. Ela e ele viveram a perfeição dessa virtude. Sem dúvida ensinaram Jesus a obedecer na vida em Nazaré, e aprenderam dele a mesma coisa: "Não sabeis que devo me ocupar das coisas do Pai?" (Lc 2,40).



Texto originalmente publicado na revista de Aparecida - Campanha dos devotos.